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terça-feira, 17 de maio de 2011

Oficina de música - Sesi Guarapuava, 2011

 A oficina de música feita por iniciativa do Sesi de Guarapuava em 2011, ofereceu pouquissimas vagas para que todos pudessem usufruir o máximo das três horas de aula.
O programa tratou de:
1.       ASPECTOS DE TÉCNICA VOCAL
a.       Fisiologia da Voz;
b.      Saúde vocal;
2.       NOÇÕES DE MÚSICA
a.       Melodia, Harmonia e Ritmo;
b.      Gêneros;
c.       Estilos.
3.       ESTUDO DE REPERTÓRIO
a.      Tonalidades;
b.     Adequação do repertório;
4.       INTERPRETAÇÃO
a.       Dicas práticas e importantes.



Os nove participantes da oficina enriqueceram ainda mais o trabalho compartilhando seus conhecimentos,duvidas e apreciações a respeito da música. Foi muito bom perceber nesses jovens já a crítica do que é arte e do que é apenas mídia.
Da mesma forma que chama a atenção a percepção critica também se pode observar a carencia que os jovens tem de conhecimento sobre a história da nossa música. Há falta de mais espaços não apenas para trabalhar a musica atual, para que eles mostrem suas habilidades artisticas. Os jovens precisam chegar ao conhecimento da nossa história, dos movimentos artisticos nacionais e do que os fez existirem. Há necessidade de que mais oficinas e cursos de música sejam feitos com enfoque na interpretação, na compreensão da música e na crítica.
Nossos jovens tem coração, tem emoção, tem talento, e precisam de conteúdo e aparelhos para poderem se encontrar e se expressar. Apenas depois que se tem o estudo profundo a inspiração nos é dada de presente.

Essa pequena oficina veio reacender a vontade de criar novamento algo mais extenso: um coral com o trabalho completo. Estudar com os adolescentes a história da nossa música, grandes compositores que poucos conhecem, estudo das letras, além do trabalho vocal propriamente dito.
Porém esse é um projeto que demanda verbas para no mínimo um ano de trabalho. Mas ainda há a esperança de encontrar parceiros em condições de patrocinar trabalho tão rico.
Aqui tenho alguns exemplos do projeto já realizado no colégio Francisco Carneiro Martins.


terça-feira, 8 de junho de 2010

Tessitura vocal

Vozes femininas:
  • O Soprano Ligeiro: é o chamado 1º Soprano, que tem por característica uma voz de volume menor, mas que alcança notas muito agudas, além de ter facilidade para cantar notas com ritmo rápido (volaturas). Referências: Joan Sutherland(*), Kathleen Battle(*), Sumi Jo(*);
  • O Soprano Lírico-Ligeiro: Também chamado de Lírico Spinto, é um pouco mais encorpado que o ligeiro puro, também tem facilidade pra agudos e volaturas. Referências: Renata Tebaldi(*), Victoria de Los Angeles(*).
  • O Soprano Lírico: de voz mais cheia, também possui maior volume. É também chamada de 2ºSoprano. Referências: Kiri Te Kanawa(*), Mirella Freni(*), Renata Scotto(*);.
  • O Soprano Dramático: raro e de sonoridade peculiar, é o soprano mais grave. Normalmente tem grande extensão e desenvolve grande volume. Referências: Jessie Norman(*) (polêmica classificação, pois alguns a consideram Mezzo-soprano Lírico).
  • O Mezzo-soprano Lírico: é também chamado em alguns lugares de Mezzo-soprano Ligeiro, pois apesar do timbre grave, assim como o Soprano Ligeiro, tem boa agilidade para volaturas (venho ressaltar que alguns classificam distintamente o Mezzo lírico do ligeiro). Referências: Tereza Berganza(*)
  • O Mezzo-soprano Dramático: de grande extensão, timbre escuro e bem grave, muitas vezes canta também partituras de Contralto solo, o que pode ocorrer com mais freqüência com o abaixamento natural da voz ao passar os anos. Referências: Olga Borodina(*);
  • O Contralto: como já dissemos, é raro no Brasil. Tem timbre muito escuro e, até pela pouca oportunidade de se ouvir, impressionante. Tem poucos papéis em ópera, a maior parte do repertório está na música barroca e nas obras do séc. XX. Referências: canto lírico: Kathleen Ferrier(*).
Vozes masculinas:
  • O Contratenor: é atualmente a voz masculina que treina tecnicamente o falsete para cantar como Contralto. Comum em coros mistos e masculinos europeus que interpretam, principalmente, música dos períodos Renascentista (séc. XVI) e Barroco (do séc. XVII à primeira metade do séc. XVIII). Na liturgia católica não havia canto congregacional (até meados do séc. XX). A música era executada por coros masculinos. Por este motivo usavam-se meninos (os famosos sopraninos e contraltinos), os falsetistas e os castratti(***). O uso de coros apenas masculinos perdurou na liturgia após a reforma protestante. A mulher só participava do canto congregacional (todos os fiéis cantando juntos), reintroduzido por Lutero. Referências de Contratenores (falsetistas - cantando como contraltos) no canto lírico: Andreas Scholl(*), David Daniels (*).
  • O Tenor Ligeiro: também conhecido como 1o Tenor é a voz masculina natural mais aguda, também com facilidade para volaturas. Referência: Juan Diego Florez(**), Niccolai Gedda(*), Salvatore Licitra(*);
  • O Tenor Lírico-Ligeiro: Também chamado de Lírico Spinto, é um pouco mais encorpado que o ligeiro puro, também tem facilidade pra agudos e volaturas. Referências: Enrico Caruso(*), Franco Corelli(*).
  • O Tenor Lírico: voz mais rica em harmônicos que a anterior, tem o timbre mais cheio. É também chamado de 2o Tenor. Por erro ou, às vezes, por causa do repertório operístico, alguns Tenores Líricos são chamados de Dramáticos. Referências: Mario Lanza(*), Plácido Domingo(*);
  • O Tenor Dramático: assim como o Soprano Dramático desenvolve grande volume, e é mais raro no Brasil. É o Tenor mais grave. Quando intérprete de óperas do Romantismo Germânico (R. Wagner, R. Sttraus) é chamado de Heldentenor (diz-se: réldentênor) ou Tenor Heróico. Referências: Lauritz Melchior(*), Wolfgang Windgassen(*).
  • O Barítono Lírico ou Barítono Central: é comum como terceira voz em quartetos masculinos de música cristã. É importante salientar que alguns Tenores Dramáticos e Líricos podem ser classificados como Barítonos, devido a alguma dificuldade na identificação do timbre. O bom professor, com o desenvolver da técnica do aluno, corrige a classificação e redireciona o trabalho. Isto ocorreu com o conhecido Tenor Plácido Domingo (dos "Três Tenores"), classificado como Barítono, a princípio. Referência: Thomas Hampson (*);
  • O Barítono Dramático: de voz bem grave e volumosa, é também chamado de Baixo Cantante ou Baixo Barítono (de acordo com o repertório operístico). Muitos dos Baixos de quartetos masculinos de música cristã são, na verdade, Barítonos Dramáticos. Referências: Bryn Terfel(*) e (**);
  • O Baixo: tem o timbre bem escuro e potente. É raro mas encontra-se no Brasil. Referências: Gottlob Frick(*);
  • O Baixo Profundo: timbre escuríssimo, voz potente, impressionante, e muito rara no Brasil, é encontrado com maior facilidade em países eslavos (Rússia, Ucrânia, Letônia, etc.) Referência: Martti Talvela(*).
Fonte: http://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/tecnica_vocal/classificacao.htm

segunda-feira, 5 de abril de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

Música pra que? - o cérebro

O nosso cérebro trabalha de forma particionada com todas as informações que entram. No caso dos sons após serem decodificados, são interpretados em locais diferentes do cérebro.


Especificamente, o córtex auditivo direito é especializado em determinar hierarquias das relações harmônicas e tons ricos enquanto o hemisfério auditivo esquerdo decifra relações entre sucessões de sons (o seqüenciamento de sons e percepção do ritmo). Nota-se que o córtex auditivo do lado direito do cérebro é especialmente vocacionada para analisar os sons altamente harmônico das vogais da língua. É muito interessante notar que o lado esquerdo do cérebro também está envolvido no seqüenciamento de palavras e idéias e é considerada a «sede» da linguagem. Na verdade, através de ressonância magnética, foi reconhecido que uma das áreas do cérebro usadas para decifrar a linguagem também podem "conter" a capacidade de conceber ouvido absoluto. Essa área, conhecida como o plano temporal não é utilizado apenas para decifrar ouvido absoluto (para aqueles com essa habilidade), mas também é maior nos indivíduos que têm ouvido absoluto. Curiosamente, anormalidade neste domínio se presume ser a causa da dislexia do desenvolvimento. A partir desta informação, pode-se inferir que a música e a linguagem pode ser decifrado e interpretado de formas semelhantes, bem como por estruturas cerebrais semelhantes. Isto pode explicar porque, em alguns experimentos, verificou-se que a exposição pré-natal de música produziu uma aceleração no desenvolvimento de comportamentos relacionados com a aquisição da linguagem (como o balbuciar). Por outro lado, o dano para as áreas do cérebro que envolvem a linguagem pode também prejudicar a interpretação musical, bem como os efeitos da música na cognição.(Sancar, 1999)
Outra área importante no processamento da música é o hipocampo. Nesta área também se concentram atividades relacionadas as habilidades de memorização e aprendizado, bem como as ligadas a tempo e espaço. Animais expostos a Mozart conseguiram fazer percursos em labirintos mais rápido e com menos erros que os sem esse estímulo.

Foi comprovado casos de portadores de Alzheimer que tiveram a memória estimulada por determinados tipos de música. Assim como portadores de dificuldades motoras tiveram essas áreas estimuladas. Há também vários casos de epilepsia em que o paciente ouve internamente uma música específica precedendo o surto. Em casos de surdes progressiva o cérebro mantêm com mais afinco a memória músical, bombardeando o cérebro internamente com melodias que marcaram o paciente. Isso pode ser uma tentativa do corpo em preservar outras habilidades que precisam da audição para seu bom funcionamento.

Em casos de degeneração da memória e habilidades interpessoais a música parece prestar-se ao papel de autoafirmação e comunicação. Muitos pacientes incapazes de lembrar quem são as pessoas de sua família conseguem cantar ou tocar canções inteiras com a interpretação adequanda ao tema da composição.

A música pode ainda estimular a produção de endorfina, principalmente as músicas mais agitadas e dançantes. As endorfinas causam os seguintes estados:
• Melhoram a memória;
• Melhoram o estado de espírito (bom humor);
• Aumentam a resistência;
• Aumentam a disposição física e mental;
• Melhoram o nosso sistema imunológico;
• Bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos;
• Têm efeito antienvelhecimento, pois removem superóxidos;
• Aliviam as dores.


Bibliografia
Sacks, O. (2008). Musicophilia: Tales of Music and the Brain, Revised and Expanded Edition. Vintage .

Sancar, F. (1999). Music and the Brain: Processing and Responding (A General Overview). Retrieved Janeiro 10, 2010, from Serendip: http://serendip.brynmawr.edu/bb/neuro/neuro99/web1/Sancar.html

Silva, N. (2008, Março 07). O que é endorfina? Retrieved Janeiro 2010, 10, from Shvoong: http://pt.shvoong.com/medicine-and-health/1780323-que-%C3%A9-endorfina/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Música pra que? - o amor real

A arte é o único amor verdadeiro, o único relacionamento real possivel em nossas vidas em que tudo se baseia em imagens, medos, apegos e posse. Damos muito pouco valor a arte porque desconhecemos o que ela significa em termos de relacionamento. Me relaciono com a minha arte não como a um passa-tempo, mas como a uma entidade, um ser, pois é isso que a arte é. Toda arte tem personalidade, tem história, tem família, tem uma parte física, tem suas necessidaes e expressividade emocional e tem valor espirital. A família da arte é bastante extensa, no caso da música existem generos inúmeraveis. O físico da arte é onde está sua teoria, que se relaciona com meu físico e intelectual para que eu possa compreendê-la e produzir. Ao mencionar expressão emocional e espiritual não me refiro a música romântica e sacra ou evangélica. Seja qual for o assunto a música sempre fala do que sentimos, no que acreditamos, o que desejamos, o que sonhamos, mesmo que não tenha letra.
A arte é o primeiro, e espero que não seja o único, relacionamento em que existe amor verdadeiro. O amor verdadeiro implica em algumas atitudes dentro de nossa vida:
  • Conhecimento - é preciso ter um interesse genuino pela arte, dedicar-se a conhecer profundamente tudo sobre a sua arte. Quem ama conhece profundamente seu amor e a cada dia deseja conhecer mais. No caso da música, tocar um instrumento ou cantar, compor ou interpretar exigem grande conhecimento técnico e controle físico. Não se faz arte de verdade apenas com inspiração, aquele que ama sua arte dedica-se a conhecer o 'corpo' desse 'objeto' amado em seus mínimos detalhes para poder explorá-lo e compreender suas necessidades e possibilidades e esse é um estudo para a vida inteira. Da mesma maneira o artista se esforça em conhecer seu próprio corpo com autoridade, pois ele tem que prestar serviço a esse amor e deve estar a altura de tão importante relação. É fundamental conhecer suas capacidades, superar seus limites, ir além do necessário, para que haja sempre segurança. Somos acostumados a viver nosssos relacionamentos superficialmente e achamos que conhecemos nossos parceiros e companheiros pelo pouco que sabemos deles. Na música isso se revela com muita clareza, os amores superficiais produzem obras igualmente superficiais, iguais a milhares de outras. Os amores profundos tem um gosto sofisticado, mais acentuado, e mesmo nas cancões mais simples e singelas causam grandes emoções. O compor e interpretar dependem diretamente do conhecimento que se tem da arte e de si mesmo, quanto mais conhecimento mais liberdade.
  • Comunhão - na arte não existe posse, na arte existe a verdadedeira e completa liberdade e essa liberdade é resultado do querer estar totalmente integrado a ela. Quando o corpo que já domina a técnica e já tem conhecimento o bastante para poder interpretar não existe mais eu e a música, existe apenas a música e ao mesmo tempo uma conciência profunda de quem se é. Isso é o experimentar a real liberdade e ao mesmo tempo o saber que se está totalmente diluido dentro do outro, neste caso a música, porém toda arte é assim. E é assim porque não existe posse, eu não sou dono daquilo que produzo a não ser nos documentos de direitos autorais. A obra deixa de ser minha a partir do momento que é uma obra, toma vida própria tem sua própria personalidade e a minha voz, o meu instrumento, compartilham a minha alma e a personalidade da obra toda vez que ela é interpretada. Somos dois e ainda assim somos um.
  • Ausência de imagens -  nossos relacionamentos com todo o mundo ao nosso redor é baseado em imagens, a imagem que temos de nós mesmos, das pessoas com quem convivemos, das imagens criadas em nossos sonhos, e normalmente todas elas não correspondem ao que as pessoas realmente são. Aquela eterna idéia das máscaras que usamos para nos defender dos outros ou para agradá-los. Se a arte fosse realmente respeitada pelo que ela é seria tão importante quento matemática e português no curriculo de qualquer um. Na relação com a arte não existe nenhuma imagen intermediária. Ao cantar, por exemplo, não existe o medo da rejeição, o máximo que você pode descobrir é que precisa estudar um pouco mais. A música responde aos seus sentimantos porque é fácil se abrir a ela, ela não julga, assim como você não a julga. Se o resultado não ficou como se esperava, sempre pode ficar melhor. A música nunca vai cansar de você, e você nunca vai cansar dela, porque quando se decide se entregar a ela cada novo encontro é totalmente novo. Na música não existe o medo, ela entra em sua alma e lhe compreende perfeitamente bem, lhe dá palavras pra se expressar, acalma suas dores, cura, lhe mostra caminhos, entre você e ela existe compaixão, nunca pena. Com a música você pode ser quem você realmene é, ela lhe dá coragem, quando você se interessa genuinamente por ela ela cuida de você.

www.gonzaguinha.com.br

Para quem quiser pensar um pouco mais a respeito do amor, relacionamento e tudo que isso implica sugiro o seguinte site: http://www.cuidardoser.com.br/coletanea-krishnamurti.htm
Não fala sobre arte, mas como eu já disse, o que temos com a arte é um relacionamento que expressa o mais puro amor.

Agradecimentos especiais ao prof. Regi.

domingo, 4 de outubro de 2009

Música pra que?

Música pra falar de amor
Música pra falar de dor
Pra embalar um coração aflito
Dar sentido ao que se sente


Música que nasce com a gente
Na alma do primeiro homem que sentiu
Música pra nos lembrar quem somos
O que desejamos
O que valorizamos


Música pra louvar
Para agradecer
Para gritar a injustiça
E justificar a verdade


Música pra dizer aquilo que eu não digo
Pra mostrar o que eu sou e não vivo
Pra escancarar alma e coração
Música é o encouraçado transparente


O que diz a sua música?
Qual música é a sua? Pois ela fala de você.

Faça uma lista das músicas que você mais gosta, que você mais ouve.
O que elas dizem pra você?
Você acredita no que elas dizem?
Essa perguntas são importantes, cada vez mais, porque somos bombardeados diariamente com muito lixo sonoro. A música, antes de mais nada, são ondas, energia causada pela vibração do som atravez do espaço, e essas ondas atingem em primeiro lugar nosso cérebro. Afetam nossa concentração, nosso humor, causam estimulos e nosso corpo reage. Dessa maneira a música pode curar ou causar problemas sem que se tenha a menor idéia do que está acontecendo. É fácil comprovar isso, basta você se expor por alguns minutos a músicas de estilos completamente diferentes e observar primeiro que tipo de reação física você tem. Em seguida analise que tipo de sentimentos cada música lhe causa. E depois anote que tipo de pensamentos invadem sua cabeça a partir da audição.

Uma coisa importante a considerar é que a música atinge nosso cérebro diretamente, sem barreiras, e se instala. É completamente diferente de ver um quadro, por exemplo, a apreciação leva alguns segundos, logo o cérebro com todo seu conteúdo de conhecimentos e emoções analisa e produz um veredicto. Ao passar para o próximo quadro o primeiro é esquecido. Isso ocorre com todas as outra artes, muitas pessoas esquecem um filme imediatamente a última cena. No entanto, uma música cola em sua memória e surge nos mais inusitados momentos sem nenhuma menção a ela. E traz consigo toda a carga emocional dispertada no primeiro momento em que foi ouvida, mesmo que não traga junto a memória clara do momento.

Em acréssimo a isso, as canções que costumamos ouvir têm letra. Aqui cabe uma questão de enorme importância: O que dizem as músicas que ouvimos? Que mensagens elas passam?
Faça um teste simples: tome uma das canções que você mais ouve no rádio, por exemplo, você gostaria de ver sua filha, sua irmã ou sua namorada dançando essa música?
Se a resposta foi não, ou se você chegou a ficar em dúvida talvez seja uma boa idéia reavaliar tudo que tem invadido seu cérebro ultimamente. Pode-se dizer que certas músicas são só diversão, sem nenhum compromisso. Porém qual é a parcela deste tipo de músicas no universo do que você ouve?

Que tipo de emoção as músicas que você ouve lhe causam?
Acalento, vitalidade, força, tristeza, esperança, coragem, romance, carinho, saudade, vazio, solidão.
Há tanta coisa que uma canção pode dizer, e também não dizer nada. Não te deixar nada, não te oferecer nada. Aqui está uma grande diferença entre arte e lixo. Arte sempre lhe dá algo, é uma converça entre o coração do artista e o seu. Pode falar de coisas para você pensar ou apenas sentir, pode ser cômico, sério ou romântico, mas há sempre algo importante a comunicar. Agora você deve se perguntar: Que tipo de sentimentos você quer sentir? Que tipo de pensamentos você quer ser inspirado a ter? Em que as músicas que você tem ouvido tem contribuido em sua vida?

Muitas perguntas hoje, não é?
Porque você não dá a mim e a você alguns minutos para respondê-las? Me interessa muito poder continuar essa conversa. Afinal a música é o que existe de mais importante e eu vou explicar porque ... aos poucos.
E você também pode perguntar, por favor.


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