A oficina de música feita por iniciativa do Sesi de Guarapuava em 2011, ofereceu pouquissimas vagas para que todos pudessem usufruir o máximo das três horas de aula.
O programa tratou de:
1.ASPECTOS DE TÉCNICA VOCAL
a.Fisiologia da Voz;
b.Saúde vocal;
2.NOÇÕES DE MÚSICA
a.Melodia, Harmonia e Ritmo;
b.Gêneros;
c.Estilos.
3.ESTUDO DE REPERTÓRIO
a.Tonalidades;
b.Adequação do repertório;
4.INTERPRETAÇÃO
a.Dicas práticas e importantes.
Os nove participantes da oficina enriqueceram ainda mais o trabalho compartilhando seus conhecimentos,duvidas e apreciações a respeito da música. Foi muito bom perceber nesses jovens já a crítica do que é arte e do que é apenas mídia.
Da mesma forma que chama a atenção a percepção critica também se pode observar a carencia que os jovens tem de conhecimento sobre a história da nossa música. Há falta de mais espaços não apenas para trabalhar a musica atual, para que eles mostrem suas habilidades artisticas. Os jovens precisam chegar ao conhecimento da nossa história, dos movimentos artisticos nacionais e do que os fez existirem. Há necessidade de que mais oficinas e cursos de música sejam feitos com enfoque na interpretação, na compreensão da música e na crítica.
Nossos jovens tem coração, tem emoção, tem talento, e precisam de conteúdo e aparelhos para poderem se encontrar e se expressar. Apenas depois que se tem o estudo profundo a inspiração nos é dada de presente.
Essa pequena oficina veio reacender a vontade de criar novamento algo mais extenso: um coral com o trabalho completo. Estudar com os adolescentes a história da nossa música, grandes compositores que poucos conhecem, estudo das letras, além do trabalho vocal propriamente dito.
Porém esse é um projeto que demanda verbas para no mínimo um ano de trabalho. Mas ainda há a esperança de encontrar parceiros em condições de patrocinar trabalho tão rico.
Aqui tenho alguns exemplos do projeto já realizado no colégio Francisco Carneiro Martins.
Só vendo mesmo pra entender o que era a música brasileira. Espero que um dia consigamos resgatar a qualidade das letras, arranjos e a técnica de todos os grandes instrumentistas e cantores que até hoje representam com louvor nosso criativo país na Europa e até no Japão. Lá fora são mais conhecidos e amados do que aqui ...
Conheça nossa Arte, ouça, divulgue, estude e faça essa herança render.
Chico Buarque é um dos grandes nomes da história da música brasileira, suas letras são muito bem trabalhadas e suas músicas já foram gravadas por muitos interpretes de respeito. Fora do Brasil ele é conhecidíssimo e aclamado, e você, também conheçe? Leia um pouquinho de sua história e veja alguns comentários sobre suas composições nos vídeos:
Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004.
Em 1946, passou a morar em São Paulo, onde o pai assumira a direção do Museu do Ipiranga. Sempre revelou interesses pela música - interesse que foi bastante reforçado pela convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini.
Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU) em 1963. Cursou dois anos e parou em 1965, quando começou a se dedicar à carreira artística. Neste ano, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsior, além de Pedro Pedreiro, música fundamental para experimentação do modo como viria a trabalhar os versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização, mais significativa na década de 70. A primeira composição séria, Canção dos Olhos, é de 1961.
Conheceu Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira (1965) com a canção Arrastão; mas a cantora acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque se revelou ao público brasileiro quando ganhou o mesmo Festival, no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com A Banda, interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais - Uma Parábola, revelou que a banda venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, constam que a música a banda ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente.
No dia 10 de outubro de 1966, data da final, iniciou o processo que designaria Chico Buarque como unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.
Os intérpretes de Chico
Para muitos fãs, o melhor intérprete das canções de Chico Buarque é o próprio Chico. Mas como ele nunca se negou a oferecer a seus amigos e familiares cantores composições originais, não se pode negar que algumas dessas canções passaram a ter versões "definitivas" em outras vozes, tal a qualidade das mesmas: além das citadas canções do "eu" feminino, temos o exemplo da antológica performance de Elis Regina na canção Atrás da Porta; Cio da Terra, com gravações emocionantes de Milton Nascimento e da dupla rural Pena Branca & Xavantinho; e de interpretações de Ney Matogrosso. O sucesso de Cio da Terra alcançado pela dupla sertaneja citada mostra, aliás, que a arte de Chico não se restringe ao entendimento das elites da MPB.
Isso já havia sido notado quando ele compôs diversos sambas (Olê Olá, Quando o Carnaval chegar), que agradavam o público e a maioria dos artistas tradicionais desse gênero musical. Não foi por menos que, já consagrado, em 1998, Chico Buarque foi tema do enredo da escola de samba Mangueira que sagrou-se campeã do carnaval naquele ano.
Deve-se mencionar ainda seu êxito com outras composições que fez para cantores populares já com a carreira em declínio, como nos casos de Ângela Maria, que gravou Gente Humilde e Cauby Peixoto com Bastidores. Dentre os artistas que regravaram músicas suas em estilo popular podem ser citados ainda Rolando Boldrin, que relançou Minha História e a banda Engenheiros do Hawaii que, no ano 2000, gravou Quando o Carnaval Chegar no CD 10.000 Destinos.
Parceiros
Desde muito jovem, conquistou reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos foram apresentados. Ao longo da carreira foi parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.
"Mas isso agora já vai longe, quem quiser conhecer melhor o Chico é só visitar o Site Oficial Chico Buarque, lá tem sua biografia, discografia, e tudo sobre a vida do cantor-compositor."
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Em 1802, Beethoven escreveu o que seria o seu documento mais famoso: o Testamento de Heiligenstadt. Trata-se de uma carta, originalmente destinada aos dois irmãos, mas que nunca foi enviada, onde reflete, desesperado, sobre a tragédia da surdez e sua arte. Ele estava, por recomendação médica, descansando na aldeia de Heiligenstadt, perto de Viena, e teve sua crise mais profunda, quando cogitou seriamente o suicídio. Era um pensamento forte e recorrente. O que o fez mudar de idéia? "Foi a arte, e apenas ela, que me reteve. Ah, parecia-me impossível deixar o mundo antes de ter dado tudo o que ainda germinava em mim!", escreveu na carta.
O resultado é o nascimento do nosso Beethoven, o músico que doou toda sua obra à humanidade. "Divindade, tu vês do alto o fundo de mim mesmo, sabes que o amor pela humanidade e o desejo de fazer o bem habitam-me", continua o Testamento. Para Beethoven, sua música era uma verdadeira missão. A Sinfonia no. 3, Eroica, sua primeira obra monumental, surge em seguida à crise fundamental de Heiligenstadt.
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Beethoven é reconhecido como o grande elemento de transição entre o Classicismo e o Romantismo. De fato, ele foi um dos primeiros compositores a dar papel fundamental ao elemento subjetivo na música. "Saída do coração, que chegue ao coração", disse a respeito de uma de suas obras. Toda obra beethoveniana é fruto de sua personalidade sonhadora e melancólica, um tanto épica, verdadeiramente romântica.
Mas ele não abandonou as formas clássicas herdadas de Mozart e de "papai" Haydn. Beethoven soube fazer arte inovadora nos moldes tradicionais, sem os destruir, mas alargando suas fronteiras. Esse processo transfigurador aconteceu gradualmente, e culminou em obras como os últimos quartetos de cordas, radicalmente distantes dos similares de Mozart, por exemplo.
O estilo de Beethoven tem características marcantes: grandes contrastes de dinâmica (pianíssimo x fortíssimo) e de registro (grave x agudo), acordes densos, alterações de compasso, temas curtos e incisivos, vitalidade rítmica e, em obras na forma-sonata, desenvolvimentos longos em detrimento de exposições mais concentradas.
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Exigente, o compositor costumeiramente ficava irritado com a limitação dos pianos de sua época, tanto que suas últimas cinco sonatas foram compostas especificamente para o mais avançado piano de martelo vienense, o Hammerklavier. A opus 106 ficou justamente conhecida por este nome.
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Beethoven só encontraria sua linguagem sinfônica definitiva na Sinfonia no. 3, Eroica. Planejada para ser uma grande homenagem a Napoleão Bonaparte, que admirava, esta Terceira é uma obra grandiosa, de concepção monumental e temática épica. Porém a dedicatória napoleônica foi retirada quando este coroou-se imperador da França - Beethoven, decepcionado, alterou o programa da obra, incluindo uma marcha fúnebre "à morte de um herói".
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Já a Quinta é a mais trágica das nove. Dita "do Destino", esta é uma sinfonia que faz a trajetória das trevas (os dois primeiros movimentos) para a luz (os dois últimos), de maneira original, que abriu precedentes na história da música (a Primeira de Brahms, a Segunda de Sibelius).
Moonlight Sonata foi escrita para piano, mas o estudo de clássicos da música erudita inspira instrumentistas de todos os gêneros por sua emotividade e grande exigência técnica.